22 agosto 2013

Eu

Sem vontade e energia para colocar as ideias no blog. Momento revolta e para não ficar só falando mal das coisas, prefiro ficar quieta no meu canto.

24 maio 2013

A odisséia da renovação da carteira de motorista - Ou como levar o duda para passear

Você precisa renovar a carteira de motorista:
entra no site do detran e pega as informações.
Descobre onde paga o duda e adivinha quanto ele custa e qual é o código dele (tem que adivinhar porque não é uma informação clara).
Entra no site do banco e imprime o boleto do duda.
Entra no seu banco e paga o boleto duda.
Imprime o comprovante do pagamento do boleto do duda.
Entra no site do detran e agenda um horário para ir ao detran com o duda.
Chega no dia a na hora marcados no detran com o duda que a mocinha mal olha para ele.
Preenche formulários, muda o endereço com a cópia do comprovante de residência
Faz uma foto para a carteira.
Outra mocinha digitaliza suas digitais em um lugar apertado e com pouco espaço de manobra e quando sua digital não sai boa a mocinha te olha com uma cara demostrando claramente que você é um imbecil e não sabe fazer isso. Oi?.
Ai a primeira mocinha te entrega um papel dizendo que a clínica para o exame de vista foi "sorteada" pelo sistema e que você tem que ligar para lá agendando o tal exame e que ele será pago na clínica e que depois de 5 dias úteis você deve voltar ao detran para pegar a carteira de motorista renovada.
Você sai de lá achando que tem alguma coisa errada, já que pensa inocentemente que o processo deveria ser mais simples, prático e mais barato.
Antes de ligar para a tal clínica você pesquisa o endereço na internet, baseado nos dados que estão impressos no papelzinho do detran e descobre que este papelzinho está com o endereço errado da clínica. Oi?.
Chega na clínica, é obrigado a pagar IMEDIATAMENTE o exame.
Preenche outro formulário (ué, jão não poderia ser online, já que a clínica -se é que posso chamar aquele buraco de clínica de exames - é licenciada pelo detran).
Você vai para a saleta que a mocinha que te atendeu envia e PÁ! em 12 segundos o "EXAME" foi feito.
Mais uma vez te informam que você precisa voltar ao detran (aquele onde você levou tudo no começo e que fica em um endereço totalmente diferente) em 5 dias úteis para pegar a carteira renovada.

As vezes acho que eu sou a chata e que vejo cabelo em ovo, mas façam as contas comigo.
Você gasta o tempo procurando as informações na internet;
Quando as obtêm você gasta:
Tempo para ir ao detran.
Valor do Estacionamento/Taxi/Onibus/ para ir levar o duda para passear lá.
Tempo para ir à clínica fazer o exame.
Valor do Estacionamento/Taxi/Ônibus para ir fazer o exame.
Tempo para voltar ao detran para pegar a carteira renovada.
Valor do Estacionamento/Taxi/Ônibus para pegar a carteira renovada.

Na minha simples visão este processo é muito demorado e complicado, mas quem sou eu é né para achar que posso criticar alguma coisa assim?

17 maio 2013

Prece Irlandesa

"Que a estrada se abra à sua frente,
 

Que o vento sopre levemente às suas costas,

Que o sol brilhe morno e suave em sua face,

Que a chuva caia de mansinho em seus campos...

Que a colheita te recompense,

Que o tempo te pareça breve,

E, até que nos encontremos de novo,

Que Deus lhe guarde na palma de Suas mãos."

26 abril 2013

Piada de Medico

O paciente está deitado na cama, em sua volta está o seu médico, advogado, esposa e filhos.               Todos eles esperam pelo último suspiro, quando de repente, o paciente senta, olha em volta e diz:
"Assassinos, ladrões, ingratos, canalhas”.
Volta a deitar-se na cama e então o médico, confuso diz:
Eu acho que ele está melhorando!
- Por que você diz isso doutor? Pergunta a esposa.
 "Porque ele nos reconheceu a todos”


Bom fim de semana.

24 abril 2013

Jornada flexível livra as mães de terceirizar o cuidado com os filhos

  É isso que eu espero encontrar aqui. Quero voltar ao mercado de trabalho mas não quero terceirizar a educação do meu filho. Quem sabe um dia? - Cristiane Fetter


SILVIA SALEK
ESPECIAL PARA A FOLHA
"Como vocês vivem sem empregada?" Nos meus mais de dez anos em Londres, a pergunta já me foi feita inúmeras vezes por brasileiros que descobrem que, apesar de ter dois filhos e trabalhar em tempo integral, não conto com a supostamente indispensável ajuda doméstica.
Tributo menor para patrão doméstico depende do Ministério da Fazenda
A realidade de minha família, motivo de espanto para muitos amigos "viajados", é compartilhada pela classe média do "primeiro mundo".
Aqui, causo espanto quando conto de babás que acordam no meio da noite para dar leite a bebês, da figura da "folguista" ou dos uniformes brancos que diferenciam mães de babás em parques, festas e restaurantes.
Mas, voltando à pergunta inicial, minha receita de "sobrevivência" tem três ingredientes: uma jornada fixa no trabalho, uma divisão igualitária das tarefas domésticas com meu marido e a adoção de padrões de arrumação e limpeza "mais ingleses".
Nossa casa não tem o delicioso cheiro artificial de limpeza das casas brasileiras, roupas não brotam dobradas das gavetas como por mágica e o banheiro só brilha às segundas-feiras, quando vem a faxineira por quatro horas que custam cerca de R$ 100.
Conheço muitas famílias, no entanto, que não têm faxineira. Têm dinheiro para isso, mas nem chegam a considerar a possibilidade.
Lá em casa, eu geralmente faço a comida e meu marido cuida da cozinha. Com as roupas, o trato é ele pendurar e eu dobrar e guardar. Digo "o trato" porque, na prática, há sempre problemas. Ele me acusa de fazer menos que ele e, curiosamente, é alvo da mesma acusação.

Arquivo Pessoal
A brasileira Silvia Salek, editora-chefe da BBC Brasil, no prédio em que trabalha em Londres, onde vive há dez anos
A brasileira Silvia Salek, editora-chefe da BBC Brasil, no prédio em que trabalha em Londres, onde vive há dez anos
O trato com o trabalho, no entanto, é mais fundamental e menos sujeito a contestações. Aceitei uma promoção recente com uma condição: que pudesse trabalhar das 7h às 15h e tivesse tempo de buscar meus filhos na escola.
A BBC aceitou meu pedido e, apesar do dia corrido (muitas vezes literalmente corrido pelas ruas de Londres para vencer o relógio), consigo chegar diariamente a tempo para minha segunda jornada acompanhando o período pós-escola dos meus dois filhos, Marina, de 8 anos, e Marc, de quarto.
Não preciso, portanto, terceirizar a criação de meus filhos. Sou eu que converso sobre dinossauros com o Marc e que treino com a Marina estratégias de defesa contra os bullies da escola.
Todas as noites, Marc lê para mim em uma brincadeira em que ele finge ser meu pai e eu, a filha.
E meu acordo, conhecido aqui como jornada flexível, não é algo fora do comum e inclui também o chamado part-time, ou seja, frações do tradicional tempo integral geralmente com reduções proporcionais no salário.
O patrão não é obrigado a aceitar, mas existe uma abertura cada vez maior para isso. Recentemente, ilustrando como essa modalidade vem ganhando projeção, a consultoria Ernst Young publicou um ranking com 50 executivos de destaque que adotaram a jornada flexível.
A maioria na lista é do sexo feminino, mas a mudança está de longe de dizer respeito apenas a mulheres.
Na semana passada, por exemplo, assisti a uma palestra de um desses superexecutivos em que ele mencionou -sem qualquer constrangimento- que passaria em breve a trabalhar de segunda a quinta. Queria passar mais tempo com o filho.
Disse ainda que faz questão de sair na hora marcada para que os funcionários vejam que longas jornadas não são parâmetro de desempenho. Concluiu dizendo que não vive para trabalhar, mas, sim, trabalha para viver.
Ele parece ilustrar uma mudança de mentalidade que se afasta do "work till you drop" (trabalhe até cair), que veio com a onda neoliberal dos anos 1980, e se aproxima de uma visão mais pós-moderna das relações de trabalho que valoriza a qualidade e não apenas a quantidade. Deve gerar um certo espanto no Brasil e ainda é novidade por aqui. Mas foi fundamental para que eu conseguisse um equilíbrio entre vida familiar e profissional.
SILVIA SALEK é editora-chefe da BBC Brasil em Londres

14 abril 2013

Declaração Universal do Moleque Invocado

Esta semana começam as provas do filhote, então este fim de semana estamos fazendo uma revisão da matéria e eu me deparei com este texto encantador (parte de um livro pela minhas buscas). E já vou providenciar a compra do mesmo.

Retirado do livro de português/linguagens - William Roberto Cereja/Thereza Cochar Magalhães. Livro de onde o texto foi retirado - Declaracao universal do Moleque Invocado - Autor: Fernando Bonassi.

[...]
Toda criança tem seu direito de comer pelo menos oito brigadeiros bem molinhos por semana.
Será criado o vale-pizza. O governo terá obrigação de instalar uma torneira de refrigerante em cada casa de família.
[...]
Toda criança tem direito a escola com piscina aquecida, computadores (com joguinhos, desenhos animados e mapas divertidos), escorregadores, teatro, cinema, autorama, chantilly, jogo de dama, chocolate, balanços e, principalmente, carteiras com travesseiros pra não dar calo na bunda. Só serão contratados pra essas escolas os professores que tiverem ATESTADO DE ADULTO BOA GENTE a ser fonecido pelas crianças mais invocadas da vizinhança. Todo quarteirão de qualquer cidade será obrigado a ter um campo de futebol e um parque cheio de árvores com, pelo menos, metade do tamanho dessse mesmo quarteirão.
Toda criança tem direito de saber de tudo, inclusive como as crianças nascem, o porquê das guerras, como os peixes respiram dentro da água, se a galinha veio primeiro que o ovo, pra onde vai o escuro quando a gente acende a luz, com quantos paus se faz uma canoa [...], o que é "aurora boreal", "natureza-morta", "pedra-sabão" e o sigificado dos palavrões (mesmo os mais feios e nojentos, tipo "canalhão).




04 abril 2013

Coisas curiosas dos idiomas

Brasileiro faz piada com português por não entender que  os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal,  cultiva um preciosismo de sintaxe. Vejam só os exemplos reais relatados:

• Uma brasileira dirigia por  Portugal, quando viu um carro com a porta de trás entreaberta. Solidária,  conseguiu emparelhar e avisou: – A porta está aberta! A mulher que dirigia  conferiu o problema e respondeu irritada: – Não, senhora. Ela está mal  fechada!

• Outro brasileiro estava em  Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no  sábado. O vendedor respondeu que não.  No sábado, o brasileiro voltou e  deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do português: – O senhor  disse que não fechava! O homem: – Mas como vamos fechar se não abrimos?

• Um jornalista hospedou-se há  um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois  na torneira com botão azul estava escrito ‘F’ e na outra, botão preto, também  ‘F’. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois ‘efes’. A moça  olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança: –  Ora pois, fria e fervente.

• Em Lisboa, a passeio,  resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata,  comprou  ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte,  um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho, e pediu para fechar a  conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas,  somas, ainda tirando porcentagem de desconto, e aí, intrigado, perguntou: – O  senhor não tem máquina de calcular? – Infelizmente não trabalhamos com  electrónicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado…

• Há ainda a história de um que  morou por um ano em Estoril e contou que lá num certo dia, meio perdido na  cidade perguntou ao português: – Será que posso entrar nesta rua para ir ao  aeroporto? – Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto…

• Um turista brasileiro alugou  um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção e  encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou: – Amigo, esta estrada  vai para a Espanha? E o camponês respondeu: – Se ela for vai nos fazer muita  falta por cá..

• Um grupo de brasileiros,  tendo terminado de almoçar, quis tomar café. O primeiro disse: – Garçon, um  café. O segundo disse: – dois, levantando os dedos. O terceiro,  apressadamente, disse: – Três, e por fim o quarto disse: – Quatro. O garçon  trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro  pessoas, ele respondeu: – Ora, um pediu um, outro dois, outro três e o outro  quatro. Faça a conta e vejam se não são 10 !!!

• O casal de brasileiros entra  num restaurante na rua do Diário, que tem uma vista bonita para o rio, e  pergunta: – Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio? No que o  garçon responde: – Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!!

• O brasileiro examina o cardápio  em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida. – Amigo,  como é que vem este Filé à Moda da Casa? Ao que o garçon responde sem  pestanejar: – Sou eu mesmo que trago.

• O brasileiro, no terceiro andar  de um edifício, em Lisboa, chama o elevador, que não tinha indicação de  movimento e, ao abrir a porta, pergunta às pessoas que estão dentro do  elevador: – Está descendo? Todos respondem. – Não. E o brasileiro pergunta. –  Está subindo? Todos respondem. – Não. E o brasileiro, já todo afobado. – Está  o que? Todos respondem. – Está parado!